7. COMPARATIVOS DE CRM
7.1. Concessionárias com CRM X sem CRM
As comparações entre empresas
com o CRM implantado e aquelas sem a implantação do CRM são muitas
e estão, à disposição, na Internet, para podermos averiguar. Foi
feito, contudo, um estudo de campo entre duas concessionárias de
automóveis na cidade do Rio de Janeiro, ambas localizadas num bairro
nobre desta cidade – Barra da Tijuca e estão compiladas, a seguir,
as observações mais importantes entre estas duas empresas. É
interessante salientar que, as duas concessionárias são revendas de
empresas multinacionais, todas as duas empresas localizadas em vias
de movimento intenso, com boa visibilidade para quem percorre estas
duas importantes avenidas e ocupam área total superior a dois mil
metros quadrados.
O objetivo: automóvel com
câmbio automático, para cinco pessoas, sedan, ar condicionado,
vidros com acionamento elétrico e travas elétricas, garantia mínima
de um ano, designer atual e preço máximo de cinquenta e cinco mil
reais (os dados foram coletados em junho de 2015).
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CONCESSIONÁRIA
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AÇÃO
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1
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2
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Agendar
test drive
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Ok
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Ok
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Recepção
na entrada
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Uma
pessoa chegou até a porta de entrada e fez a recepão ao cliente
com sorriso no rosto, dizendo seu nome e colocando-se à
disposição.
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Não
havia ninguém para fazer a recepção, e a circulação pelo
salão deixava uma impressão de desleixo e descaso.
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Contato
com o vendedor
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Foi
informado que o teste drive havia sido agendado e, por meio de um
Tablet, a funcionária da recepção encaminhou o cliente
ao vendedor, disponibilizado naquele momento.
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Depois
de um tempo pelo salão de exposição, o cliente procurando um
vendedor, que solicitou um pouco de tempo, porque precisava
resolver um assunto pessoal e logo retornaria.
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A
exposição do automóvel.
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O
vendedor sabia, através do agendamento previamente feito, qual o
automóvel de interesse e convidou para conhecer mais de perto as
principais características.
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O
vendedor não sabia que estava agendado um test drive e
também não sabia o automóvel de interesse do cliente,
mostrando, de imediato, aquele que estava mais perto sendo difícil
convencer, que naquele modelo não havia interesse, pois não
possuia câmbio automático.
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Continuação
da exposição por parte do vendedor.
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O
vendedor mostrou muitas características importantes e também
aquelas aliadas ao conforto e sofisticação do modelo. Foi
notório, que o vendedor havia sido bem treinado, porque mostrou
da tampa do motor (dianteira) até a tampa da mala (traseira).
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Depois
do vendedor aceitar, que o automóvel deveria ser do tipo pedido
pelo cliente, com câmbio automático, perguntou qual o modelo
almejado e se possicionou ao lado de um automóvel com as
característics descritas, aguardando surgirem perguntas.
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O
teste drive
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Após
conhecer detalhadamente o automóvel, o vendedor pediu para o
cliente acompanhá-lo e encaminhou-se para o pátio da
concessionário, onde estava um modelo disponível para o teste; e
depois de acomodar o cliente, pediu para que saíssem da
concessionária e dirigisse pelas ruas e avenidas da Barra de
Tijuca.
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O
test drive não havia sido agendado e pelo que o vendedor
deixou transparecer, não era prática isto acontecer; assim,
solicitou permissão a chefia e, depois de mais de vinte minutos
conseguiu um modelo do interesse do cliente. O teste foi feito
dentro da concessionária, com todos os impecílios que isto possa
ter para uma boa avaliação.
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Fato
marcante no teste drive
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Quando
do test drive na primeira concessionária, o vendedor
procurou caminhos diferentes, entre vias expressas e ruas de mão
dupla, as se deparar com quebra molas numa destas ruas o vendedor,
pediu para não diminuir a velocidade (que estava dentro dos
limites permitidos para aquele tipo de via) e passasse com o
automóvel, tendo o objetivo de sentir como a suspensão atuava em
momentos mais bruscos.
Na
segunda concessionária, o vendedor solicitou que o cliente
tivesse cuidado com os redutores de velocidades, porque havia umas
pequenas saias na frente das rodas dianteiras e tinha a
possibilidade destas peças quebrarem ao passar com o automóvel
por estes obstáculos, era grande.
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Após
o teste drive
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O
vendedor pediu para acontecer o retorno ao salão de exposição e
levou o cliente a conhecer um outro modelo e novamente fez uma
explanação detalhada e por fim colocou como argumento, que
aquele modelo iria sofrer alteração estéticas e assim estava
com preço bem mais acessível, chegando perto do preço do modelo
anteriormente apresentado. Um pedido foi feito pelo comprador:
queria fazer um test drive com aquele outro modelo. Porém
não havia nenhum disponível naquela concessionária. Mas o
vendedor pediu ao menos um minuto para tentar alguma coisa.
Então,
o cliente foi levado para a copa onde foi servido um café pela
recepcionista, e depois, o vendedor voltou e informou, que o seu
gerente disponibilizara para o test drive seu próprio automóvel.
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O
vendedor pediu para aguardar, até que ele conseguisse se
comunicar com seu gerente e informasse, que o teste havia sido
realizado e o automóvel não havia sido avariado.
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Explanação
das condições de aquisição.
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O
vendedor levou o cliente para uma mesa redonda e foi apresentando,
num rítimo satisfatório, as diversas opções de pagamento de
cada modelo, deixando tudo registrado na última página do
folheto promocional.
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O
vendedor levou o comprador para uma mesa e se conectou ao site da
montadora para informar o preço e as demais condições de
pagamento, o que deixou o cliente perplexos, pois todas aquelas
informações já eram conhecidas; o portal daquela montadora
havia sido acessado, muito antes do agendamento do teste drive.
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A
saída da concessionária.
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O
vendedor levou o comprador até a porta e deixou vários meios de
contato com ele, endossando sua disponibilidade de atendimento em
qualquer situação e horário
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O
vendedor se levantou e apertou a mão do comprador, dizendo que
aguardava a volta do mesmo para o fechamento do negócio.
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Outro
fato marcante
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O
comprador telefonou para o vendedor na primeira concessionária e
perguntaram se ainda havia tempo para retornar e tendo como
resposta, que toda a equipe comercial estaria à disposição e
ficaria aguardando. Quando do retorno, a pessoa da recepção
recebeu-o novamentem com sorriso no rosto e logo em seguida chegou
o vendedor e seu gerente, e todos os dois se apresentaram de forma
prestativa. Todo o processo aconteceu em seguida, mesmo estando a
concessionária já fora do horário de atendimento, inclusive as
pessoas de outros setores ficaram para dar atenção e ajustar
alguma negociação necessária (como o setor de financiamento e o
setor de manutenção e revisões programadas).
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O
depois
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Tanto
a concessionária, quanto a montadora entraram em contato com o
agora cliente por diversas vezes, sempre de forma cordial e
procurando dar atenção ao novo cliente da marca e da
concessionária.
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Nada
aconteceu.
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7.2. Drogaria com CRM X sem CRM
O
segundo caso estudado foi o de duas Drogarias, estabelecidas num
bairro de classe média (Tijuca) e próximas uma da outra com quatro
quarteirões de distância entre si e um número grande de outros
concorrentes de diversos portes. Este estudo teve a duração de seis
meses, com visitas mensais a cada uma das Drogarias por três meses
consecutivos, ou seja, primeiro foram feitas visitas à Drogaria sem
CRM por três meses e, logo em seguida, igual número de visitas a
Drogaria com CRM, também com duração de três meses.
As
duas pertencem a redes de Drogarias com um número grande de lojas,
além de estarem na Internet pelas Redes Sociais, por Blog e
por Portal de Serviços. A Rede com CRM é mais nova do que a outra,
inclusive com as lojas com aspectos bem distintos, tanto na decoração
como na disposição dos diversos produtos na loja.
O
objetivo desta pesquisa, foi criar condições de identificar alguma
diferença no atendimento de uma ou outra Drogaria e se possível
estabelecer as causas e consequências desse atendimento caso
acontecesse alguma situação especial no trato inicial com o
cliente. Para isto foi levado para cada Drogaria uma receita médica
com sete remédios, todos prescritos para portadores de problemas
cardíacos leves; dentre os medicamentos constavam três que poderiam
ser adquiridos através do programa “Farmácia Popular” do
Governo Federal e outros quatro medicamentos não constantes da
relação de medicamentos beneficiados pelo programa governamental e
que deveriam ser adquiridos por aquisição direta e convencional.
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DROGARIAS
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AÇÃO
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1
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2
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Entrada
na Drogaria
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Apresentava
fila para o atendimento com exceção da terceira visita.
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Apresentava
fila para o atendimento em todas as visitas.
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A
espera na fila
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Tempo
médio de espera de 13 minutos.
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Tempo
médio de espera de 8 minutos
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Recepção
do balconista
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Em
todas as visitas, o diálogo era iniciado com um bom dia (boa
tarde/ boa noite) e sempre com um leve sorriso no rosto.
O
balconista sempre perguntava o nome do cliente e imediatamente
digitava no computador que estava à disposição, em diante se
certificava, por pergunta, se algum dado havia sido alterado, como
endereço ou telefone e principalmente se havia acontecido alguma
alteração na prescrição da receita pelo médico responsável.
Seguia-se
outra pergunta: novamente todos os medicamentos serão levados, ou
somente os medicamentos do programa do governo (Farmácia
Popular)? Afirmando, que como era cliente preferencial havia o
desconto para os outros medicamentos.
Pacientemente
o balconista seguia a burocracia imposta pelo programa de
medicamentos e depois seguia com o cliente até o caixa, deixando
os medicamentos no check out mais adequado. Ao término da
operação de fechamento daquela venda, o caixa agradecia o
retorno e a preferência, sempre desejando um bom dia (boa tarde/
boa noite).
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Em
todas as visitas não havia nenhuma forma de comunicação
inicial, e o balconista sempre estendia um dos braços esperando
receber a receita.
A
seguir separava os medicamentos da Farmácia Popular e seguia para
os procedimentos de liberação dos produtos pelo programa
governamental e o cliente tinha que, constantemente, pedir para
levar também os outros medicamentos, a mesma pergunta: os outros
também?
O
balconista colocava todos os medicamentos numa cesta e entregava
ao cliente para que estes, seguisse para a fila do check out.
As
vendas eram, então, finalizadas e entregue a nota fiscal e mais
nada.
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Pós
venda
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Esta
Drogaria disponibiliza um serviço de call center do tipo
ativo, com o intuíto de lembrar ao seu cliente, que em dois dias
os medicamentos adquiridos, a quase um mês, terminam e todos já
poderiam serm novamente, adquiridos, bastando comparecer a uma das
lojas, ou pelo serviço de entrega em domicílio, ou até mesmo
encomendando pela Internet.
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Não
há.
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7.3. Casos Clássicos de sucesso de CRM
7.3.1. CRM – Caso Perdigão
Em
um estudo de caso feito pela Systems Applications and in Data
Processing (Sistema, Aplicativos e Produtos para Processamento de
Dados – SAP
SE é uma empresa de origem alemã,
criadora de software de gestão
de empresas),
a SAP, mostrou, em junho de 2013, os bons resultados que a Perdigão
alcançou com o uso do CRM. A empresa tem mais de 70 anos no mercado
e é líder em bens de consumo no Brasil. Reconhecida por seus
produtos refrigerados e congelados, a empresa tem em média certa de
25% a 35% dos mercados em que atua e, para continuar crescendo, teria
que incrementar sua participação de mercado em categorias de
produto crítico. Em uma reunião anual, a cúpula executiva da
Perdigão decidiu que o CRM era a resposta. Definiram, assim, uma
estratégia de clientes projetada para otimizar sua rede de
distribuição. A Perdigão criou um novo departamento para atuar
como uma equipe de vendas internas, recebendo pedidos diretamente dos
clientes e respondendo dúvidas referentes a devoluções, situação
de pedidos e itens não disponíveis.
Resultados:
- A empresa obteve uma taxa interna de retorno de 52%;
- A participação de mercado da empresa cresceu 7,5%;
- Houve redução de custos em R$ 173.000;
- Redução de 30 dias em média no tempo de resposta às reclamações de clientes e consumidores.
A
melhora do relacionamento com clientes foi um dos fatores que fez com
que a empresa crescesse e comprasse a Sadia, sua principal
concorrente, no dia 18 de maio de 2009. Outro fator que colaborou foi
a gestão profissional de administradores não mais de sócios nem de
donos da empresa (Kazitz, 2009). A Fusão destas duas empresas com o
nome de Brasil Foods, será uma das maiores empresas de alimentos
ocupando o 9º lugar no ranking das maiores empresas de alimentos das
Américas (Abreu, 2009). A nova companhia terá uma participação de
aproximadamente 25% no mercado global de exportação de aves, além
de vendas externas de suínos.
“Acreditamos
que praticamente toda a venda incremental que obtivemos é atribuível
ao mySAP CRM e à nossa estratégia definida para São Paulo”.
“Os
vendedores de São Paulo atendem
agora até 37,2% mais clientes por mês que a média geral da
empresa”.
(Luiz Carlos Campagnola, Diretor
Nacional de Vendas)
“A
ferramenta de CRM não veio apenas para apoiar as atividades
operacionais da área. Ela veio para integrar os canais em toda a
empresa”
(Adhemar
Hisashi Hirosawa, Gerente Geral de TI)
“O CRM foi o melhor instrumento
para aumentar o valor agregado de nossa rede de distribuição e
nosso relacionamento com clientes”.
(Antonio
Zambelli, Diretor de Marketing)
A
estratégia da Perdigão em construir relacionamentos com clientes
para gerar demanda e movimentar o negócio através da cadeia de
distribuição está trazendo bons resultados. Nos últimos dois
anos, a participação de mercado da Perdigão em São Paulo cresceu
de 14,5% para 22%. Uma parcela significativa desse crescimento pode
ser atribuída, diretamente, à estratégia e tecnologia de CRM da
Perdigão. Desde a instalação do mySAP CRM, os vendedores de São
Paulo atendem até 37,2% mais clientes por mês que a média mensal
geral da empresa. Além disso, o número de padarias para as quais a
Perdigão vende, mais que dobrou no mesmo período. “Acreditamos
que, praticamente, toda a venda incremental que obtivemos é
atribuível ao mySAP CRM e a nossa estratégia definida para São
Paulo”, diz Campagnola. Gerir Dados é Gerir Mudança. Um esforço
de CRM, frequentemente, envolve toda a empresa, preparando terreno
para que a empresa tome um novo rumo.
Isso,
geralmente, demanda uma mudança significativa na forma de pensar os
processos e a tecnologia. Se uma organização espera ter sucesso com
um redesenho tão abrangente, ela deve ter um plano bem desenvolvido
de gerência da mudança que suplemente sua iniciativa de CRM.
Há
exigência que os empregados orientem seus hábitos de trabalho em
função do cliente, uma lição que a Perdigão compreende bem. De
acordo com Antônio Teixeira, Gerente de Vendas da Filial São Paulo,
“Planejamos integrar completamente nossa estratégia orientada ao
cliente e o mySAP CRM em toda a empresa. Por exemplo, informações
de clientes deveriam ser compartilhadas com nossas 13 unidades
produtivas para mostrar aos colaboradores dessas áreas o que está
acontecendo com nossos clientes e consumidores”.
Enquanto
as iniciativas de CRM, geralmente, começam nos departamentos de
vendas, marketing e atendimento, o maior nível de sucesso vem da
adoção em toda a empresa. “A cultura e o conhecimento em torno
dessa estratégia e ferramenta de CRM devem ser disseminados em toda
a Perdigão para alcançar o verdadeiro êxito e obter resultados”,
diz Teixeira.
“Partindo
do presidente e passando por todos os níveis hierárquicos, devemos
compreender o conceito e falar a língua da orientação ao cliente”.
Atendimento
ao cliente: o acesso aos dados aumenta a eficiência, reduzindo
custos e a implementação do Centro de Interação com Clientes é
responsável por R$ 173.000 da Taxa Interna de Retorno. A eliminação
de custos, associada ao sistema legado de call center e ao
desenvolvimento
de novos processos são os principais fatores. Todo feedback do
Brasil vem por meio do Centro de Interação com Clientes da
Perdigão. De acordo com Cláudio Kliemann, Gerente de Serviços de
Marketing, “Aproximadamente 12.000 pessoas consumidores finais e
clientes B2B – contatam
a Perdigão a cada mês”
7.3.2. CRM – Caso Unilever América Latina
A
Unilever, uma das fornecedoras líderes de produtos de bens de
consumo no mundo, nos segmentos de Alimentos, Higiene e Beleza, está
presente em quase todos os países da América Latina.
A
implantação do Oracle Siebel CRM (Contact
Center and Service)
para suas duas ilhas de atendimento na América Latina, tem como,
destaque o atendimento a países do Cone Sul (Argentina, Paraguai,
Uruguai, Bolívia, Chile, Peru) e países da Andina e América
central (Equador, Venezuela, Colômbia, El Salvador, Panamá, Costa
Rica, Nicarágua, Guatemala e Honduras).
Após
a implantação com sucesso da plataforma de CRM na Unilever Brasil,
a empresa optou por migrar e redirecionar essa solução para os
países da América Latina os quais possuem operações comerciais.
Por possuir atividades em diversos países da América Latina, não
existia um padrão de qualidade no atendimento aos clientes desses
países. O objetivo, portanto, foi a unificação dos processos de
atenção ao cliente além da apresentação de uma plataforma
unificada e alinhada aos mesmos. O principal desafio foi a
implantação dos processos de atendimento efetuados pelos diversos
países que compõe o Projeto.
A
integração do processo de atendimento ao cliente dos diversos
países, tornou viável a criação de roteiros de atendimento,
unificação e centralização do processo de leitura, e respostas às
mensagens eletrônicas e ajustes pontuais nas funcionalidades do
Oracle Siebel CRM, de maneira a ter um padrão de atendimento
consistente e uniforme, respeitando as particularidades de cada país.
O
Planejamento do projeto foi, estrategicamente, elaborado para não
haver impacto no atendimento do dia-a-dia nesses países. A solução
permitiu a integração de toda a base de dados e processos de
atendimento de todos os países da América Latina.
Como
consequência, a solução trouxe maior consistência nos processos,
ganho de produtividade e melhoria de desempenho das equipes, devido a
maior sinergia entre o contact center, as diferentes áreas da
empresa e parceiros de negócios.
Hoje,
os clientes da Unilever são atendidos, com a mesma qualidade, em
todos os países que compõem suas operações na América Latina.
7.4. Casos de Insucessos na Implantação de CRM
Durante
a pesquisa bibliográfica, feita para este trabalho não foram
encontrados casos de insucesso na implantação de CRM no Brasil;
todos os estudos disponíveis versam sobre sucessos. Casos
documentados ou postados em mídias, somente foram encontrados no
exterior e, mais notadamente, nos Estados Unidos, onde uns raros
trabalhos científicos foram escritos, e com alguma documentação
sobre o assunto.
7.4.1. Caso Nike x i2 Technologies
Em
2000, o sistema ERP i2 trouxe perdas de 100 milhões de dólares em
vendas, quedas de 20% nas ações e uma avalanche de processos à
Nike. Isso, graças a uma tentativa para lá de frustrada de integrar
ERP, planejamento de supplychain (cadeia de suprimentos) e CRM
em um único sistema super herói.
A
avaliação posterior do projeto mostrou que a Nike tinha planejado
mal o projeto, que pessoas-chave tinham sido deixadas de fora, e que
a equipe foi mal treinada, em relação ao sistema e seu valor
comercial.
Para
as demais companhias norte-americanas foi uma lição de infortúnio
e alerta. “Para aqueles que pretendem seguir esse tipo de coisa:
nós nos tornarmos um marco [para implementações fracassadas].” –
Roland Wolfram, vice-presidente de operações globais e tecnologia
da Nike.
(https://unisalgp.wordpress.com/2015/06/08/casos-de-insucesso-na-implantacao-do-crm/)
7.4.2. Caso General Motors Acceptance Corp Mortgage Comercial (GMACCM)
Desde
a sua criação em 1994, a General Motors Acceptance Corp Mortgage
Comercial (GMACCM) tornou-se líder em empréstimos imobiliários
empresariais com uma carteira de mais de US$ 151 bilhões. Sistemas
de tecnologia de ponta permitiram que o GMACCM crescesse sem aumentos
significativos no pessoal, mantendo os custos por serviço de
empréstimo bem abaixo da média do setor. A adoção de tecnologia
tem, claramente, dado a GMACCM vantagens competitivas. Entretanto, a
Relação dos Clientes, com a implementação do CRM criou mais
problemas do que soluções.
Quando
a GMACCM iniciou sua própria iniciativa de CRM em 1999, seus
objetivos foram aumentar a automação, ganhar eficiência e aumentar
a quantidade de informação do mutuário o call-center.
Infelizmente, os objetivos dos usuários nunca foram explorados. Na
verdade, os consultores, além de não definirem quem
eram os
usuários, lidavam com uma base de dados muito complexa. Ignorar este
item, na metodologia do projeto, provou ser muito caro, resultando em
atritos com os clientes, desperdício de recursos financeiros e de
oportunidades de negócios.
Os
consultores da PricewaterhouseCoopers comentaram que, implementando
apenas algumas etapas de uma metodologia de projeto centrada no
usuário, este fiasco poderia ter sido evitado. A análise do
usuário, a análise de tarefas e o planejamento e teste interativos
são apenas algumas das técnicas que deveriam ter sido empregadas.
Os
usuários deveriam ter sido claramente identificados. O sistema
falhou, pois tratou todos os usuários, igualmente, sem suas
diferentes metas e requisitos a nível de serviço (Buss,
Dale, CRM horror stories: GMACCM spills the beans over failed CRM, em
26/11/2002,
http://searchcrm.techtarget.com/originalContent/0,289142,sid11_gci865340,00.html?Exclusive
= True).
7.4.3. Caso Hershey - CRM contribui para um Dia das Bruxas assustador.
Nos
Estados Unidos, os produtores de doces registram 40% de suas vendas
anuais entre Outubro e dezembro, tendo o Halloween como
o dia de maior consumidor de doces, respondendo por cerca de US$ 2
bilhões em vendas. Para um produtor de doces, faltar produto no “Dia
das Bruxas” é como uma companhia de brinquedo sem produçãoa
poucos dias para o Natal. Infelizmente, em 1999, foi exatamente o que
aconteceu com a Hershey.
O maior
fabricante de doces dos Estados Unidos, pouco antes da temporada de
grande vendas de doces, deixou as prateleiras nos armazéns e nas
lojas varejistas ficarem vazias de produtos da Hershey, como
chocolates em barras, copos de manteiga de amendoim de Reese,
Kit-Kats, e outros. Embora o estoque fosse abundante, as ordens de
reposição não haviam chegado e não se pode abastecer totalmente
os seus distribuidores.
O
sistema avaliado em US$ 112 milhões para modernizar
as práticas de negócios e fornecer automação para a Hershey, fez
esta perder participação de mercado e com o problema: permitiu os
rivais se beneficiarem, que relataram jorros incomuns de ordens
tardias para suprir de mercadorias o dia do Halloween. O aspecto mais
frustrante da situação é que a Hershey tinha muitos produtos em
estoque, suficientes para atender todas as suas ordens de vendas.
Somente não conseguiu entregar as encomendas aos clientes em tempo
hábil (Emily
Nelson and Evan Ramstad,“Trick or Treat: Hershey's Biggest Dud Has
Turned Out to Be Its New Technology—At the Worst Possible Time, It
Can't Fill Its Orders, Even as Inventory Grow ”The Wall Street
Journal , October 1999 and December 29, 1999).
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