6. CRM – Customer Relationship Management
O
CRM INTEGRA PESSOAS, PROCESSOS E TECNOLOGIA PARA OTIMIZAR O
GERENCIAMENTO DE TODOS OS RELACIONAMENTOS, INCLUINDO CONSUMIDORES,
PARCEIROS DE NEGÓCIOS E CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO.
Um
ponto interessante a se ressaltar é que a implementação do CRM,
nas
empresas, não significa apenas a instalação de um software em
alguns computadores, mas sim de uma adaptação de toda empresa às
questões relacionadas ao conhecimento pleno de seus consumidores. É
preciso que os colaboradores estejam em sintonia com os objetivos da
organização. Tenha em mente que o CRM é uma filosofia
(por
Gustavo Periard – 28/06/2010 em http://www.sobreadministracao.com/
15/10/2016).
Segundo Peter Fader – Foco no
cliente certo: como repensar a relação com o cliente e dedicar-se
àqueles mais valiosos (Elsevier Editora, Rio de Janeiro, RJ, 2012):
“foco no cliente é uma estratégia que alinha o desenvolvimento e
a entrega de produtos e serviços de uma empresa com as atuais e
futuras necessidades de um seletivo grupo de clientes, a fim de
maximizar seu valor financeiro de longo prazo para a companhia” e
segue com a seguinte afirmação: “foco no cliente é o
entendimento de que nem todos os clientes são iguais; o compromisso
de identificar os mais importantes e a decisão de destinar uma
quantidade desproporcional de recursos não só para descobrir o que
esses clientes desejam, mas também para entregar o que querem –
dará lugar, consequentemente, a um futuro estável lucrativo.”
O foco no cliente exige que as
companhias estejam preparadas e dispostas a alterar sua estrutura
organizacional, seus indicadores de desempenho e seus sistemas
funcionais, passando a se concentrarem nesse processo de criação e
entrega de longo prazo. Isto ocorre e deve ser colocado em prática,
porque o foco no cliente é completamente diferente do foco no
produto, chegando até a ser seu oposto.
Os negócios com foco no cliente
exigem que as empresas procurem um grupo como sendo a média dos seus
clientes, principalmente aqueles mais importantes, lucrativos e
demonstram que dedicar tempo, energia e trabalho vale a pena. Com o
pensamento do passado – foco no produto, não existem clientes
certos, não existe uma divisão entre clientes importantes e os
outros; todos são apenas clientes, sem nome, sem aparência e
consomem ou ignoram qualquer produto que uma empresa esteja vendendo.
As empresas centradas no cliente
sabem que eles não são homogêneos e além de aceitarem normalmente
este fato, preferem que assim seja e lidam muito bem com as
diferenças e as importâncias dos cliente, buscando atender muito
bem cada um deles, encontrando caminhos alternativos para crescer
junto com os mesmos.
“Saber quanto nossos clientes
valem é o segredo para focar nosso tempo e dinheiro onde mais vale a
pena. Não podemos ser tudo para todo mundo. Portanto, precisamos
descobrir quem realmente importa para nosso sucesso.” (Andy
Sernovitz, Word od Month Marketing: How Smart Companies Get People
Talking, nos depoimentos do livro de Peter Fader).
O que se fala muito em Marketing
One to One é uma técnica provada e confiável, que sempre
existiu, desde os primórdios da história do comércio, em que
sempre se conhecia os nomes, onde moravam e as suas necessidades, e
quando precisavam, também se sabia quando os clientes iriam
necessitar de tais produtos, como eram as preferências de pagamento
de cada um e quanto teriam para gastar.
Então, dividiam-se os clientes
em grupos de maior ou menor valor para o negócio, dividia-se com
base nas necessidades e desejos (personalização e adequação ao
valor); assim, era possível entregar produtos ou serviços de que
aquele cliente precisava e queria, utilizando-se deste conhecimento
para fidelizá-lo, pois os clientes de maior potencial e os outros de
menor potencial já eram conhecidos e estavam ali mesmo na quitanda,
no armazém, no negócio, seja ele qual fosse. Sabendo o que eles
queriam, não se desperdiçava dinheiro com estoque ou procurando
aquilo que seus clientes não queriam; era a certeza de cada venda,
criando potencial de comercialização dos produtos para o mesmo
cliente, podendo-se planejar o negócio para o futuro. O olhar era
para o cliente como fonte confiável de receitas por muito tempo,
desenvolvendo uma relação de longo prazo e os clientes passando a
serem a própria família.
Em determinado ponto, a
tecnologia abriu caminho para a produção em massa e o foco passou a
ser do mercado em massa; foi esquecido tudo que vinha acontecendo no
relacionamento com os clientes desde milênios de operações
comerciais, pois em vez de vender para “amigos” o foco passou a
ser “participação no mercado”, foi deixado de lado o
conhecimento por e para cada cliente e o novo imperador eram as
pesquisas de mercado, a segmentação do mercado, os modelos
estatísticos e as tendências e os novos padrões dos “compradores”.
Sem dúvida que, o padrão de
produção em massa criou riqueza e desenvolvimento ao mundo, com
benefícios para os consumidores de preços mais baixos, devido a
concorrência predominante nas diversas transações e este novo
padrão levou algumas empresas a crescerem e terem benefícios a
curto prazo; mas o resultado a longo prazo foi a queda acentuada da
lucratividade,
Neste novo panorama de mercado,
vendas massificadas, quedas da lucratividade das empresas, gerou uma
insatisfação generalizada, porque passaram a existir dois lados: o
das empresas com seus produtos e o dos consumidores; surgiram novas
vozes para acontecer um retorno para às vendas como na época dos
armazéns, ou seja, vender para clientes/ amigos; e aos poucos
começaram a aparecer as ferramentas para grandes empresas
conseguirem lidar com um volume imenso de informações e as ter
disponíveis em tempo real no atendimento a cada cliente. Então
novas filosofias de relacionamento começaram a surgir e com auxílio
dos sistemas de computação e da Internet surgiu o CRM – Gerencia
de Relações com os Clientes, apoiado no Marketing One to One
(tempo real) e no Marketing de Relacionamento.
Como expõe Daniel Antonucci no
Blog CRM Educacional
http://crmeducacional.com/o-que-e-crm-como-funciona/
(acessado em 26/09/2016), CRM significa,
fundamentalmente, gestão de relacionamento com os clientes. Na
verdade, trata-se de uma técnica de gerenciar as relações entre
uma empresa com seus clientes atuais e futuros. Tal conceito articula
diferentes tecnologias para sincronizar suas vendas, as estratégias
de marketing utilizadas, o atendimento direto aos clientes e o
suporte técnico. O veículo de informações permite gravar e
guardar dados de contatos feitos, clientes, prospects, contratos
fechados, entre outros. Com o alinhamento desses processos, uma
organização torna-se capaz de atrair mais e reter seus clientes,
melhorando a relação com essas pessoas e diminuindo o tempo
necessário para fechar negócios.
6.1. Definições de CRM
…
CRM
é a solução de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM)
que ajuda sua empresa a ampliar as vendas e tornar o marketing mais
eficaz, por meio de insights sociais, business intelligence e
gerenciamento
de campanhas,
seja na nuvem, seja em local físico, ou então, usando uma
combinação híbrida.
O
Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente (Customer
Relationship Management,
CRM) pode ajudar a reduzir custos e aumentar a lucratividade através
da organização e automação dos processos de negócios que
gerenciam a fidelidade e a satisfação do cliente, nas áreas de
vendas, marketing e atendimento. As
soluções de CRM geram ROI através da automação dos serviços de
marketing,
de atendimento ao cliente e da força de vendas.
- Salesforce
“Gestão
do relacionamento com o cliente (CRM) tem tudo a ver com gerenciar os
relacionamentos que você tem com os clientes. O CRM combina
processos de negócios, pessoas e tecnologia para atingir apenas um
objetivo: conquistar e manter clientes. É uma estratégia geral para
saber mais sobre o comportamento deles para que possa se desenvolver
relacionamentos mais fortes e duradouros que beneficiarão ambos. É
muito difícil administrar um negócio bem-sucedido sem ter um foco
grande em CRM, além de adicionar elementos de mídia social e fazer
a transição para uma empresa social para se conectar com clientes
de novas formas.
O
CRM de sucesso envolve muitas áreas diferentes de sua empresa,
começando com vendas e ampliando o leque para outras áreas voltadas
ao cliente, como marketing e atendimento ao cliente.
“Como
conceito: CRM é uma estratégia de negócio voltada ao entendimento
e antecipação das necessidades e potenciais de uma empresa (Fonte:
Gartner Group). Para auxiliar estas tarefas e rotinas automatizadas é
necessário um software, geralmente chamado de software CRM ou
sistema CRM. Não que uma empresa não possa pensar em CRM sem ter um
software.”
- Wikipédia
“Customer
Relationship Management
é uma estratégia
de gestão de relacionamento com o
cliente,
voltada
ao entendimento e antecipação das suas necessidades. É uma
filosofia, uma estratégia e um processo que estão ligados
diretamente com os três principais pilares do marketing. O CRM é
utilizado para coletar os dados dos clientes, armazená-los e
facilitar cruzamentos desses dados.
Apesar
de ser um grande desafio, a identificação do cliente, feita pela
empresa, é um fator decisivo nas iniciativas de relacionamento “one
to one”. O CRM é uma ferramenta voltada para o processo de foco no
cliente, aquisição, transação, atendimento, retenção e
construção de relacionamento de longo prazo com os clientes.”
- Gustavo Paulillo
CRM
– Customer
Relationship Management
(ou
Gestão do Relacionamento com o Cliente, em português) – é uma
abordagem que coloca o cliente como principal foco dos processos de
negócio, com o intuito de perceber e antecipar suas necessidades,
para então atendê-lo da melhor forma.
CRM
em sua essência, é uma estratégia
de negócio com o foco no cliente.
Ou seja, as ações da empresa ficam voltadas para as necessidades
dos clientes, ao invés dos próprios produtos. Engloba
as áreas de marketing, vendas e serviços de atendimento.
- Augusto Ayres
CRM
é um conjunto de processos, ferramentas e adesão cultural,
executadas por uma empresa para gerar relacionamentos efetivos com
possíveis clientes, clientes e parceiros de negócios, através de
marketing, vendas e serviços, independente da forma e canal de
comunicação usada para isso.
Com
CRM, colocamos o cliente como foco, desenhando os processos de
negócios, de forma a perceber e antecipar as necessidades dos
clientes em potencial e dos atuais. As empresas que adotam o conceito
de CRM, entendem e direcionam seu planejamento estratégico para
entender e suprir as demandas do seu mercado, respondendo aos seus
clientes com ofertas precisas aos seus desejos atuais.
Cada
contato com o cliente é único e decisivo. É preciso ter um
relacionamento “quente”, aliando alta qualidade, tempo certo de
atendimento, uso adequado da informação a uma cultura empresarial
proativa.
Uma
das melhores definições de CRM podemos encontrar no curso online
“Certificas” disponível em
http://cursocertificado.com.br/customer-relationship-management-crm/
acessado em 10/09/216, que nos fala assim:
- Certifica
O
CRM alinha as estratégias de negócios, cultura organizacional,
informação sobre clientes e tecnologia. É um sistema que reúne o
conhecimento de uma empresa sobre os clientes que possui,
organizado-se de forma que todos os funcionários possam acessar
através de um conjunto de ferramentas.
É
necessário que a empresa tenha uma estrutura que permita
compartilhar estratégias entre as áreas de marketing, vendas e
serviços. Outro conceito importante dentro do CRM é o closed
loop
marketing, pois além de partilhar, o mesmo alimenta toda a empresa à
medida que o contato com o cliente acontece.
Sendo
assim, o data
warehouse
permite que se determine perfis lucrativos, agregando informações
para o atendente/vendedor oferecer serviços e produtos mais
compatíveis com os clientes. Obs: Closed-loop
marketing é quando os dados são compartilhados entre vendas e
marketing, ao invés de estarem em sistemas separados. Fluxo livre de
informação.
6.2. As Classificações de CRM
- CRM Operacional: São os aplicativos que atuam como interfaces, integrando os sistemas back-office com as soluções de front-office e escritório móvel. Inclui também automatização da força de vendas, do marketing empresarial e serviços de suporte ao cliente. Aplica a tecnologia para melhorar a eficiência do relacionamento entre clientes e empresa. Visa os canais de atendimento, ou seja, a criação de canais de vendas. Obs: Back-office: sistema que oferece suporte à atividade empresarial (não é visível pelo utilizador final). Front-office: sistema que está em maior contato com o cliente, onde são registradas as compras, por exemplo.
- CRM Analítico: Aplicações que analisam os dados de clientes que foram gerados por ferramentas operacionais. O CRM analítico está ligado ao data warehouse. Permite acompanhar diferentes tipos de clientes dentro da carteira de uma empresa e determinar qual estratégia melhor atende às necessidades. Análise dos dados e informações, gerando conhecimento para ser usado na criação de novos negócios. Identifica as necessidades do cliente através de acompanhamento.
- CRM Colaborativo: Serviços colaborativos, como e-mail, edição personalizada, centros de interação e cliente capacitado à WEB, facilitando a interação entre negócios e clientes. É usado para estabelecer um valor com os consumidores, além de criar uma relação de parceria. O foco é a obtenção do valor do cliente, baseada em conhecimento e interação com ele.
- CRM Social: Alguns autores incluem o CRM Social, que é uma forma de interagir com os clientes através das mídias sociais, e de aumentar os dados e informações sobre o cliente, com base nas informações encontradas em seus perfis em redes sociais.
6.3. Fundamentação do CRM
Com
tratamentos especializados e personalizados, o CRM passou a ser
disseminado pelo mundo, devido aos benefícios oferecidos. De acordo
com uma pesquisa feita na revista "Meio & Mensagem",
divulgada em agosto de 2001, cerca de 27% das principais empresas
usam CRM e 48% dizem conhecer o conceito de CRM (Tiburcio e Prokop,
2008).
Assim
o termo CRM – Customer Relationship Management, foi sendo
absorvido e virou uma nova ferramenta e tendência para a manutenção
e ganho de novos clientes/ consumidores. Segundo Greenberg (2001), o
CRM é uma estratégia de negócio, que seleciona e administra o
relacionamento com o cliente, visando valor ao longo do tempo.
Para
manter a competitividade e lucratividade na nova economia, tudo
depende do cliente e converge para o cliente. Em vista da
desconcertante diversidade de produtos e prestações de serviços
por todos os ramos de atividades, optar pelo caminho certo para a
manutenção e conquista de novos clientes é o ponto decisivo para o
êxito de empresas no mercado global.
Segundo
Bretzke (2008): “O Marketing de Relacionamento se constitui na
filosofia empresarial baseada na aceitação da orientação para o
cliente e para o lucro por parte de toda a empresa e no
reconhecimento de que se deve buscar novas formas de comunicação,
para estabelecer um relacionamento profundo e duradouro com os
clientes, clientes em potencial (prospects) e todos os agentes de
infraestrutura, como forma de obter uma vantagem competitiva
sustentável,quer seja por redução de custos ou diferenciação de
serviços”.
A
recomendação feita por Davidow (apud Canesso, 2003) sobre a
necessidade de não considerarmos mais o marketing como apenas o que
é visível, a exemplo da publicidade e da promoção de vendas, mas
sim, como o saber cumprir as promessas feitas aos clientes e
descobrir o que eles realmente querem, indica que a comunicação com
informação precisa e retorno imediato é imprescindível às
organizações que desejam sucesso no mercado. Isso também fica
claro se for analisada a progressão do marketing, década a década,
e algumas inovações tecnológicas coincidentes.
Independente
da área em que a empresa atua, elas têm a mesma dificuldade: captar
novos clientes e mantê-los. Com o aumento da concorrência, além
das exigências que os clientes têm, é extremamente necessário
possuir um ótimo relacionamento com os clientes, conhecendo melhor
as necessidades deles e oferecendo sempre a melhor solução.
A
estratégia do CRM tem por objetivo, permitir identificar e
selecionar as formas de relacionamento com os clientes que apresentem
maiores benefícios ou maiores potenciais para a empresa e fornecer,
a esses mesmos clientes, um nível de serviço que exceda suas
expectativas.
O
CRM, para alcançar seus objetivos da seguinte maneira:
- Conhecer melhor as necessidades dos seus clientes e desenvolver uma relação mais próximas com eles;
- Identificar 'leads' qualificados de forma a ganhar novos clientes;
- Fechar as vendas de modo eficiente e eficaz;
- Permitir aos clientes efetuar transações facilmente e de forma rápida;
- Fornecer serviços de suporte como pré, durante e pós-venda;
- Ter um maior foco no perfil dos clientes, com vista a uma maximização do ARPU (Average Revenue per User);
- Disponibilizar a mesma informação ao cliente, independente do canal de contato.
Bose,
2002; Chen e Popovich, 2003; Barreto, 2004; Sin Tse Yin, 2005; Xu e
Walton, 2005; Sigala, 2005; Mendoza, 2007; apresentaram e
identificaram algumas métricas, fundamentadas em critérios rígidos:
processo, pessoa e tecnologia e sugeriram os seguintes
questionamentos no contexto do CRM:
- Em relação aos processos organizacionais, limitar os aspectos que devem ser monitorados.
- Em relação as pessoas, estipular os aspectos que devem ser monitorados.
- Em relação a tecnologia, determinar os aspectos que devem ser monitorados.
- Devem ser considerados todos os aspectos que colocam o cliente como sendo o ponto de partida da estratégia de CRM.
Dayane
Salvador escreveu no
texto postado no Blog Administradores em Artigos
http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/voce-sabe-o-que-e-marketing-de-relacionamento-ou-crm/60620/
(22/12/2011):
“No
geral CRM é soma do Marketing e a Tecnologia da informação que tem
como objetivo prover caminhos eficazes e produtivos de atender,
reconhecer e cuidar do cliente em tempo real, ou seja, uma bela
oportunidade de transformar dados em informações interessantes para
aproximar e auxiliar na tomada de decisão”.
Então,
CRM (Customer Relationship
Management), consiste na
junção do Marketing e da Tecnologia da informação com o objetivo
de prover caminhos eficazes e produtivos do atender, reconhecer e
cuidar do cliente em tempo real, ou seja, uma bela oportunidade de
transformar dados em informações interessantes para aproximar e
auxiliar no processo de atendimento pessoal.
Esta
ideia, principalmente pela consistência ao fidelizar clientes e
estabelecer relacionamentos mais abrangentes, através dos recursos
de informações rápidas e acessíveis da maioria dos clientes,
torna esta nova forma de administração, um destaque como uma
ferramenta essencial para empresas que buscam consolidar ou aprimorar
seus conceitos de atendimento, pois ratifica a necessidade de se
obter informações em curtíssimo prazo, já que atravessamos a
época da urgência de respostas.
A
melhora imediata na qualidade do atendimento, só é perceptível
quando utilizado, adequadamente, garantindo um melhor desempenho na
lucratividade e na tomada de decisão na organização. Por isso, é
de grande importância entender quais as características da
aplicação de marketing de relacionamento.
O
que precisa ser entendido é que:
“ O
cliente interage no processo de planejamento estratégico dos
produtos e serviços, garantindo a satisfação dos desejos, seus e
da empresa e suas necessidades e, assim, abrindo portas para a
identificação de novos segmentos mercadológicos e canais de
distribuição,o que torna a presença de “influenciadores”
indispensável no ambiente organizacional, para representar uma
imagem atraente da empresa.” (Dayane Salvador).
A
soma do desenvolvimento tecnológico e uma boa infraestrutura com os
influenciadores é a chance que a organização tem de monitorar as
mudanças do ambiente competitivo, pois seus movimentos financeiros
demonstrarão suas intenções e assim terão mais facilidade na hora
de adquirir capacidades de responder a tais mudanças, proporcionando
um processo contínuo de adaptações. As empresas que não se
adaptarem ao modelo de CRM, passarão dificuldades para manter seus
clientes, porque não conseguirão se preparar para atendê-los
conforme eles desejam ser atendidos. Por isso, é importante
modernizar e ampliar a visão de atendimento.
Mobilizar esforços conjuntos e utilizar o meios mais eficazes de comunicação, são os primórdios para que se obtenha reconhecimento imediato do cliente se alcance resultados significativos.
Mobilizar esforços conjuntos e utilizar o meios mais eficazes de comunicação, são os primórdios para que se obtenha reconhecimento imediato do cliente se alcance resultados significativos.
6.4. Dimensões do CRM
6.4.1. Dimensão organizacional do CRM
Planejamento
e monitoramento do projeto de CRM: o projeto de CRM é um projeto
corporativo. Grabner-Kraeuter e Moedritscher (2002) salientam que
"CRM é uma estratégia, não uma tecnologia". E embora
utilize tecnologia e equipamentos, ainda assim a essência de sua
aplicação e efetividade emerge da filosofia, e não das ferramentas
utilizadas no processo, necessitando, portanto, de planejamento
adequado.
Norris
e Hurley (2001) dizem que o CRM envolve a combinação entre pessoas,
processos e sistemas. Tem-se, então, a comprovação de que estes
elementos no CRM servem para orientar o atendimento ao cliente. Para
Missi, Alshawi e Irani (2003), o desenvolvimento de uma estratégia
de negócio, convergente com o CRM, ajuda as empresas no
reconhecimento e na manutenção de clientes de valor, alocando então
recursos para aumentarem o valor de cliente.
Em
relação ao monitoramento do projeto de CRM, a importância da ação
é por necessidade de elaboração e criação de um projeto que seja
real e pragmático, e em que estas ações sejam realizadas
periodicamente, conforme os objetivos estratégicos e econômicos
previstos no início do projeto. Outro aspecto de grande importância,
destacado por Newell (2000), é a necessidade de participação de
todos no projeto estrutural de CRM. Angelo e Giangrande (1999)
afirmam que, no projeto de implantação, todos os funcionários da
empresa, em menor ou maior grau de envolvimento no projeto, devem ter
a consciência da importância de sua contribuição. Hansotia (2002)
alerta que o "CRM depende de cuidadoso planejamento e prontidão
organizacional", o que inclui a monitoração.
Recursos
humanos: os Recursos Humanos são fundamentais, e requerem adaptação
para a aplicação efetiva das filosofias e ações de CRM. Em
relação aos envolvidos nos processos organizacionais, conforme
Souza (2005), a busca pelo desempenho nas atividades do trabalho,
seja ele qual for, é primordial para o sucesso das organizações.
Segundo Pedron (2003), é preciso que o colaborador organizacional
tenha a consciência de sua importância em relação ao papel que
cumpre na empresa. Sendo assim, sua participação deve ser
incentivada, para que este, venha a dar sugestões sobre as questões
que requerem solução. Para Parvatiyar e Sheth (2001), várias
decisões de recursos humanos são também importantes para a criação
da organização certa e com clima para a administração da gestão
de relacionamento com o cliente.
Mudança
na filosofia empresarial: com relação às mudanças necessárias na
filosofia empresarial para a adoção do CRM, é necessário afirmar
que requer a reavaliação dos objetivos, valores e missão da
empresa, ou seja, elementos estruturais e mais do que isso, mudanças
na própria cultura da empresa. As mudanças na cultura empresarial
precisam acontecer em especial nas lideranças. As mudanças na
filosofia empresarial são os aspectos para que a empresa acerte a
adequação aos sistemas e filosofia do CRM. Hansotia (2002) destaca
que o CRM coloca o cliente no centro da organização. Desta maneira,
todos os processos da empresa são projetados para o ponto de vista
do cliente, a fim de gerar maior lealdade e aumentar o valor do
cliente a longo prazo. Hansotia (2002) argumenta que o CRM não
obterá sucesso se for apenas o sonho da média e da alta gerência
ou da cúpula organizacional. É preciso o total compromisso da
organização, não apenas do administrador geral, mas sim de todos
os demais gestores e colaboradores.
Poder:
no contexto do CRM, é preciso a concessão de autonomia suficiente
aos colaboradores da empresa para a realização das suas tarefas
diárias. A antiga visão da delegação de ordens deve ser
substituída pelo empowerment. Ferreira e Sganzerlla (2000)
afirmam que o empowerment é o mesmo que difundir ou delegar
poder, o que aparece como um dos mais importantes aspectos de
mudanças, através do processo de implantação da gestão de
relacionamento com o cliente.
Bretzke
(2000) diz que um dos aspectos mais importantes e decisivos para que
o projeto atinja o sucesso desejado é a sua condução feita por uma
liderança com capacidade de resolução dos conflitos, e que consiga
então a garantia e a cooperação na relação entre as equipes
envolvidas no projeto. Os líderes que queiram atingir níveis de
excelência, na visão de Souza (2005), devem entender a diferença
individual de cada um dos elementos participantes do processo de
implantação do sistema de CRM, e, desta forma, agir segundo os
níveis de competências dos liderados, assumindo assim papéis
diferenciados.
6.4.2. Dimensão tecnológica do CRM
Tecnologia
da informação (TI): Brown (2001) afirma que "uma solução de
CRM exigirá a adoção de novas tecnologias para alcançar
transparência e visibilidade na cadeia de valores dos negócios e
entre os negócios e seus clientes". A tecnologia a ser adotada
é diretamente relacionada com a estrutura, o negócio e os objetivos
da empresa usuária do CRM. Hansotia (2002) descreve a TI como "o
elemento facilitador na execução da estratégia de CRM",
chamando a atenção para o fato de que a execução tecnológica do
CRM, frequentemente, apresenta o desafio da integração de sistemas.
Parvatiyar
e Sheth (2001) direcionam o foco para a abordagem de que várias
ferramentas de software e outras tecnologias reivindicam
soluções para diversos aspectos do CRM e foram, recentemente,
introduzidas para a aplicação comercial. Para Campbell (2003) "as
empresas que adotaram a TI direcionada para a utilização do CRM
assim o fizeram em busca de bases de dados necessários para a
avaliação do status e da lucratividade dos seus clientes".
A dimensão tecnológica do CRM trabalha com o gerenciamento de
quantidades de dados que não podem ser utilizados sem o adequado
armazenamento. Os bancos de dados são a próxima variável
tecnológica do CRM.
Banco
de Dados: é um conjunto de dados, adequadamente estruturados, que
por sua vez proporcionam a capacidade de utilização eficiente e
direcionada para uma gama de aplicações na organização. Segundo
Nogueira, Mazzon e Terra (2004), "uma boa administração de
dados é essencial à prática do CRM". Os autores ressaltam que
relacionar-se com o cliente envolve aprendizado, e para tanto é
imprescindível que os bancos de dados usados nas práticas de CRM,
estejam em constante atualização, para que as mudanças de
comportamento dos clientes sejam detectadas.
Conforme
Dowling (2002), o CRM dirigido por base de dados apresenta melhorias
significativas na identificação de clientes lucrativos; e alerta
quanto aos não lucrativos, aumentando a eficiência e a efetividade
perante os objetivos de marketing. Também aumenta a satisfação do
cliente, quando se torna possível melhor conhecê-lo e atendê-lo. O
uso do banco de dados também responde pelo alinhamento estratégico
da TI, com a missão e com os objetivos do negócio da empresa
usuária do CRM. Conforme Missi, Alshawi e Irani (2003), "a meta
da integração de dados é permitir a organização de combinar,
agregar e relatar, mediante os dados de diferentes fontes", o
que permite uma maior capacidade de delinear o padrão comportamental
do cliente em foco.
Dados
dos Clientes: para desempenhar adequadamente ações de CRM,
necessita-se de dados fidedignos de clientes. Os ganhos das empresas
possuidoras de bancos de dados de clientes são relevantes. Dentre os
dados importantes, apresentam-se: a acessibilidade aos clientes, a
mensuração das transações efetuadas com estes, a flexibilidade em
atender de forma individualizada cada tipo de cliente, e a capacidade
de contabilização do valor de cada cliente (ou categorias de
cliente).
Para
Nogueira, Mazzon e Terra (2004), além dos aspectos de funcionamento
adequado do sistema, como a eliminação de redundância e
duplicidades, também é importante a perspectiva deste em termos de
segurança, de garantia de integridade e de privacidade dos dados de
clientes, o que é imprescindível para o sucesso da aplicação de
CRM. De acordo com McKim (2002), os dados ajudam na descoberta do que
é necessário para uma comunicação efetiva com o cliente.
Hansotia
(2002) salienta que o "CRM é, essencialmente, um esforço
intensivo de trabalho com dados de clientes". O autor também
afirma que no centro do CRM está a habilidade organizacional de
nivelar dados de forma criativa, efetiva e eficiente para desenvolver
estratégias focadas em clientes. Missi, Alshawi e Irani (2003) dizem
que "a essência do sistema de CRM implica em entender,
controlar e aperfeiçoar os negócios e o gerenciamento dos dados".
Campbell (2003) afirma que os dados dos clientes devem ser
transformados pelos gestores em informações de clientes, e estas
devem, então, ser integradas na totalidade. Shoemaker (2001)
considera que as interações entre clientes e transações em
processo proporcionam uma riqueza de dados e informações que devem
ser transformadas em conhecimento de clientes. Os dados, bem como as
demais aplicações tecnológicas de CRM, necessitam de informações
confiáveis.
Data
Warehouse: Data
Warehouse responde pelo
fornecimento das informações confiáveis que suportam o processo da
tomada de decisão. Greenberg (2002) menciona tratar-se de um
repositório único, depurado, consolidado e consistente, que
responde pelo fornecimento de informações confiáveis. Estas
informações serão utilizadas como suporte ao processo de tomada
das decisões.
Nogueira,
Mazzon e Terra (2004) mencionam que Data Warehouse é
"o nome genérico para a infraestrutura de armazenamento on-line
de dados, utilizada para o
armazenamento de informações detalhadas sobre os clientes". À
medida que agregam informações dispersas, os Data
Warehouse possuem um papel
fundamental nos modelos de negócio que priorizam a informação como
um bem estratégico (Jamil e Neves, 2000). Um aspecto muito
importante, em termos de Data Warehouse,
reside na necessidade de que os dados sejam transformados em
informações, que são os elementos fundamentais às práticas de
CRM. O Data Warehouse
tem sua razão de existir,
segundo Angelo e Giangrande (1999), em virtude da necessidade de
integração dos dados corporativos em um único local, para que
estes fiquem, então, acessíveis, a todos os usuários envolvidos
nos níveis de decisão da empresa.
De
acordo com Swift (2001), servem para armazenar informações
históricas em detalhes e centradas no cliente; desta forma,
permitindo que as empresas se tornem ágeis e responsivas no mercado,
podendo então tomar decisões sólidas de marketing.
Srivastava et al. (2002)
dizem que a construção de Data
Warehouse é um passo
importante para o início do CRM analítico. Para uma adequada gestão
dos relacionamentos entre empresa e cliente, a empresa necessita de
dados em tempo e adequados para as ações. Estes dados precisam
demonstrar o perfil dos clientes.
Database
marketing: dados sobre o
perfil dos clientes atuais (registros das vendas realizadas) e
potenciais (prospects)
são aspectos primordiais para o entendimento do funcionamento do
Database Marketing.
Este, consiste em um gerenciamento dinâmico de uma base de dados
atualizada com as informações relevantes dos clientes, sejam estes
os atuais ou potenciais, tendo como principal vantagem a atualização
constante de um grande número de informações dos clientes (Pedron,
2003). Para Hughes (1998), Database
Marketing deve ser
configurado com os dados que demonstram o perfil dos clientes atuais
e potenciais, apresentando seu histórico de compra, para que o
sistema atenda ao propósito de agregar as informações sobre cada
cliente, e seja gerenciado o relacionamento personalizado. Para a
possibilidade de ser realizada uma completa solução de CRM, segundo
Winer (2001a), é necessária a construção de uma base de dados
contendo as informações mais completas possíveis de clientes.
Fletcher (2003) relata que as empresas estão aglomerando uma maior
quantidade de informações pessoais dos clientes nas transações,
especialmente online,
e utilizando-as para o aprimoramento das vendas e da efetividade dos
serviços prestados.
Data
Mining: conforme
Srivastava et al. (2002), Data Mining
responde pela análise das
informações em um banco de dados, pelo processo de extração e
cruzamento de informações relevantes e daquelas características
que representem o modelo comportamental do cliente. O seu foco
primário é voltado para a busca de conhecimento, anteriormente não
existente ou disponível, utilizado para predizer o futuro e
automatizar a análise de uma grande quantidade de conjuntos de
dados. Bretzke (2000) descreve a utilização de Data
Mining como uma ferramenta
utilizada na busca de clientes mais rentáveis, ou segmentos de
clientes mais significativos para a empresa. Paas e Kuijlen (2001)
reportam que Data Mining é
"particularmente crucial para transformar dados transacionais
armazenados em insights
sobre as necessidades do
cliente".
Call
Center: é definido como um sistema amplo e de contato dinâmico
de relacionamento com os clientes, centralizando suas informações.
É também definido como um meio de interação com os clientes,
operacionalizado com base na filosofia do CRM (Bretzke, 2000).
Salazar (2002) classifica Call Center como o nome dado
para as centrais de atendimento empresarial, nas quais são
utilizadas técnicas de marketing e de telemarketing integradas
com as ferramentas de telecomunicações.
O
sistema de Call Center é uma ferramenta tecnológica
adequada para a utilização em um canal de relacionamento. Salazar
(2002) afirma que "esse canal de relacionamento deve servir,
também, como um suporte a vendas e administração com a intenção
de manter o cliente sempre próximo e conhecedor das práticas da
empresa". Shoemaker (2001) diz que "o avanço tecnológico
está aumentando as capacidades dos call centers", e que
"o apropriado uso destas ferramentas é crucial para o
desenvolvimento de lealdade positiva nos relacionamentos com os
clientes". A evolução está resultando na transição dos Call
Centers tradicionais para a sua mais evoluída face.
Sales
Force Automation (SFA): refere-se ao software para
automatização de força de vendas. Shoemaker (2001) afirma que a
maioria dos provedores de software de CRM tem suas raízes em
SFA. Speier e Venkatesh (2002) destacam que "as tecnologias de
automação da força de vendas (SFA) estão sendo cada vez mais
utilizadas no suporte das estratégias de CRM", e que as
ferramentas de SFA são, frequentemente, utilizadas para facilitar os
processos de CRM como parte da filosofia do marketing de
relacionamento.
Algumas
das características organizacionais podem ter uma influência
significante em uma adoção tecnológica de sucesso, também
impactando na aceitação da SFA. É fato que o pessoal de vendas
reage de forma razoavelmente positiva em relação às ferramentas de
SFA, imediatamente após o treinamento. Porém, esta resposta inicial
se torna negativa após a utilização das ferramentas, por um tempo
maior (Speier e Venlatesh, 2002). Segundo os autores, o pessoal de
vendas deve estar envolvido na implementação do processo e, depois,
ser adequadamente treinado para manter-se efetivo em sua utilização,
entendendo a importância e a ajuda que o SFA pode trazer ao
atendimento ao cliente de forma personalizada e com mais qualidade,
permitindo o acesso a toda história da relação da empresa com o
cliente.
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