3. DESENVOLVIMENTO DO COMÉRCIO PÓS SÉCULO XIX
A especialização
do varejo segundo Freitas (2006), no século XIX, nos EUA e
Inglaterra, surgiu com as chamadas lojas de mercadorias gerais. No
século XX tiveram origem os drugstore1
que incorporavam farmácia e também as lojas de departamentos.
Comércios varejistas tiveram de se readaptar aos serviços de
entregas, depósitos especializados e transportes adequados. Com o
sucesso desses serviços, especialistas de vendas por catálogo, logo
aderiram ao novo sistema, lançando as lojas de departamentos. O
surgimento dos Supermercados, ligados ao conceito de auto serviço,
modernizam o comércio com outros tipos de mercadorias, como
utensílios domésticos, roupas, sapatos e eletroeletrônicos. Os
Shoppings Centers, surgiram, na fase de expansão em direção
aos bairros e subúrbios.
É no período de
pós-guerra, que o Marketing se torna uma disciplina acadêmica e vai
ser ensinada nas universidades. Quando são criados fatores para uma
situação de mercado muito favorável para o resgate do
relacionamento com os clientes, de forma personalizada e continua. O
consumidor final está diretamente ligado ao varejo, por isso é
muito importante entender os mecanismos mentais e psicológicos que
estão por detrás dos valores e do comportamento dos consumidores. O
foco principal do comércio é o consumidor, embora pequenas firmas e
organizações possam comprar diretamente nas lojas de varejo, a
tendência geral é de que as empresas, por disporem de setores de
compras, adquiram produtos através de atacadistas ou diretamente a
partir dos fabricantes (NOVAES, 2007).
Pacheco
2
escreve:
o relacionamento com o cliente pode ser visto na figura de um dono de
uma mercearia. Esta cena é possível de ser vivenciada em qualquer
lugar. Neste exato momento, um cliente está sendo atendido de forma
personalizada, com toda atenção que merece. O que os profissional
de marketing têm como uma de suas metas definidas é estabelecer
relacionamento com os clientes com o objetivo de fidelizá-los.
No
setor varejista um estudo feito pela PSFK - Cia. de Pesquisa e
inovação para o SEBRAE/RS (apud,
PSFK: 2010), aponta as 10 principais tendências que, segundo a
consultoria, impactarão o varejo agora:
- O mundo como experiência de varejo é a possibilidade de comprar qualquer coisa, a qualquer hora, em qualquer lugar, diz o relatório;
- Pré-visualização da compra; com aparelhos móbile mais inteligentes e tecnologia GPS aprimorada, o consumidor terá acesso a detalhes sobre o ambiente de varejo, antes mesmo de visitar a loja;
- Serviços habilitados para tablets, a introdução de aparelhos mobile com acesso à internet, no ambiente de varejo, está possibilitando oferecer um nível mais alto de serviço aos seus consumidores;
- A venda do ideal, busca por produtos e experiências com uma imagem ideal em mente de como eles vão se encaixar na sua vida;
- Toda a loja como principal, é o nível mais alto de experiência em todos os pontos de contato;
- Curadorias complementares, os varejistas estão aumentando suas ofertas centrais ao trazer outras marcas e serviços relevantes para suas lojas;
- Decoração mutável, para manter as lojas sempre renovadas e relevantes, os varejistas estão construindo seus ambientes com a mudança em mente;
- Levando as lojas até o consumidor, num esforço para conectar de forma melhor com consumidores fora do ambiente tradicional de varejo, vários varejistas estão viajando até seu público;
- Show & Tell Instantâneo, as redes sociais mobile e tecnologias para conexão dentro das lojas estão possibilitando aos consumidores receber, em tempo real, feedback de amigos e estranhos com gostos parecidos;
- A força do grupo, os consumidores estão usando as redes online para fazer compras colaborativas que ajudam a aumentar seu poder individual de consumo (SEBRAE/RS, apud PSFK, 2010, p. 4 a 58).
A tecnologia, em
franca queda de valores e toda a experiência acumulada pela
formulação e prática da teoria mercadológica, especialmente nos
mais de cem anos de Marketing Direto, é o alicerce para boa parte
dos modelos de segmentação de bases de clientes, conceitos e
métodos, rodando sobre processos. São estes três fatores que
permitem que Shaw (2003), consultor de marketing, desenvolva em
livro, um novo tema: database marketing, tendência irreversível,
fundada em bases sólidas da estratégia mercadológica.
Assim, abre-se
caminho para mais desenvolvimento da disciplina mercadológica,
citando apenas duas das mais conhecidas: Relationship Marketing
e One-to-One Marketing são variações que mais beneficiaram
o mercado editorial e de seminários e congressos de marketing. Na
essência, todas buscam, ou deveriam buscar, o mesmo objetivo:
rentabilizar a carteira de clientes, identificando segmentos que
devem ser tratados de forma diferenciada.
É fato que, na
atualidade, o cenário para as empresas é de alta competitividade e
estas buscam obter vantagens e serem competitivas. Diante disto, a
gestão do relacionamento com o cliente é apontada como solução
para alcançar vantagem, nesta competição, e ser sustentável a
longo do tempo. Com esta visão, a tecnologia de informação se
desenvolveu e, aos poucos, ferramentas de controle foram sendo
criadas, até a viabilização de programas de relacionamento com os
clientes/ consumidores.
Assim, o termo CRM
– Customer Relationship Management, foi sendo absorvido e
virou uma ferramenta e tendência para a manutenção e ganho de
novos clientes. Segundo Greenberg (2001), o CRM é uma estratégia de
negócio, que seleciona e administra o relacionamento com o cliente,
visando valor ao longo do tempo.
1
Espécie
de minimercado que vende produtos de higiene, perfumaria, jornais e
outras mercadorias
2
http://www.abend.org.br/Revista/pdf_revista/dezembro_04.pdf
Nenhum comentário:
Postar um comentário